1/28/2013

FikDik Filme: João e Maria Caçadores de Bruxas

Sábado foi dia de ir ao cinema.


O filme escolhido foi João e Maria: Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters).

Com a essência de uma história clássica em que dois irmãos vão parar em uma floresta e encontram uma casa revestida de doces que pertencia a uma bruxa má, o filme está longe de ser uma atração infantil. Depois de incendiar a Bruxa que os manteve presos, os dois órfãos se tornam caçadores e exterminadores de bruxas. Após o desaparecimento de algumas crianças de um vilarejo próximo, João e Maria são contratados para desvendar o mistério e é aí onde toda aventura começa. 
Bruxas Negras x Bruxas Brancas, efeitos de transformações de Bruxas incríveis, risadas e alguns sustos nos prendem no filme até os minutos finais. Sem contar com a  atuação impecável de Jeremy Renner como João, Gemma Arterton  com longos cabelos e pele perfeita como Maria, e Famke Janssen como a ás vezes linda  vilã Muriel.
 Vale a pena assistir!
O filme está em cartaz no cinema do Shopping Pátio Chapecó e você pode conferir o horário aqui.


- Crescidos!


PS: Já morei em Santa Maria e tenho vários amigos e conhecidos por lá. Neste último domingo (27) muitos deles perderam parentes, amigos, gente que com toda a certeza não merecia passar por algo tão triste. Meus sinceros sentimentos e desejo de muita força para enfrentar esse fato tão triste. Vidas interrompidas de jovens cheios de sorrisos. Estudantes com a vida inteira pela frente. Deixo aqui um texto que me chamou atenção e que transmite o que todos nós sentimos ao saber sobre a desgraça, nesse domingo que amanheceu e terminou triste. 

Por Fabrício Carpinejar:

''Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido."

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